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Sócia de Virginia Fonseca teve império da beleza com 'Japa do PCC' antes da WePink

Investigações revelam que Samara Pink construiu rede de franquias com Karen Mori, acusada de lavar dinheiro da facção, antes de fundar marca com a influenciadora.

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Sócia de Virginia Fonseca teve império da beleza com 'Japa do PCC' antes da WePink
Imagem: Karen Mori, a "Japa do PCC", Samara Pink e Virginia Fonseca

Uma investigação recente trouxe à tona um capítulo obscuro na trajetória empresarial de Samara Pink, atual sócia da influenciadora Virginia Fonseca na gigante de cosméticos WePink. Antes de alçar voo ao lado da famosa digital influencer, Samara construiu um verdadeiro império no setor de beleza em parceria com Karen de Moura Tanaka Mori, mais conhecida no meio criminal como a "Japa do PCC". A sociedade entre as duas começou em 2015 e resultou na fundação da rede de franquias PinkLash, especializada em extensão de cílios, que chegou a ter quase 100 unidades espalhadas pelo Brasil.

Sócia de Virginia Fonseca teve império da beleza com 'Japa do PCC' antes da WePink
Karen Mori, a "Japa do PCC", Samara Pink, Belo e Gracyanne Barbosa em evento da marca PinkLash

Ruptura da sociedade e ascensão da WePink

A parceria comercial sólida, que dividia lucros e responsabilidades igualmente, sofreu abalos com a entrada de Thiago Stabile, marido de Samara, na gestão em 2018. O fim definitivo do vínculo ocorreu após a aproximação de Samara com Virginia Fonseca, que frequentava as lojas da marca como cliente. Em 2021, foi proposta a compra da parte de Karen, concretizando a separação em 2022. Segundo a defesa de Karen Mori, o pagamento foi realizado em dinheiro vivo, valor que a investigada alega ter guardado em sua própria residência por medo de ser associada aos crimes do marido falecido, Wagner Ferreira da Silva, o "Cabelo Duro".

Sócia de Virginia Fonseca teve império da beleza com 'Japa do PCC' antes da WePink
Samara Pink, Karen Mori, a "Japa do PCC", e funcionários da Pink Lash em inauguração de nova unidade

A situação de Karen Mori complicou-se drasticamente em fevereiro de 2024, quando foi presa pela polícia paulista. As autoridades apreenderam mais de R$ 1 milhão e US$ 50 mil em sua residência, apontando a empresa KK Participações como veículo para lavagem de dinheiro heredado da facção PCC. Enquanto cumpre medidas cautelares com tornozeleira eletrônica, a defesa sustenta que os recursos são legítimos, provenientes da venda de sua participação nos negócios de beleza. Já a WePink, fundada após essa ruptura, declarou faturamento de R$ 1,3 bilhão em 2025, consolidando-se no mercado apesar das sombras do passado de uma de suas fundadoras originais.

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