Copa de 48: A FIFA inchou o torneio, mas o futebol teima em não seguir o roteiro
Com 12 grupos e uma logística de circo, a fase inicial da Copa do Mundo de 2026 entrega resultados mistos: a Alemanha faz chover gols, a Escócia sofre e a Argentina garante sua vaga antes do fim da maratona.
A FIFA finalmente realizou seu sonho de transformar a Copa do Mundo em uma novela interminável com 48 seleções, e o resultado imediato é uma fase de grupos que oscila entre o genial e o burocrático. Enquanto os defensores do título, Argentina, já garantiram matematicamente seu lugar na próxima fase no Grupo J, outras potências parecem ter confundido o torneio com um clube de debates. Espanha e Bélgica, por exemplo, acumulam empates mornos contra Cabo Verde e Irã, respectivamente, provando que tradição não é sinônimo de espetáculo.
Goleadas alemãs e o drama escocês
Se há algo que funciona neste formato expandido, é a eficiência ofensiva da Alemanha. No Grupo E, a seleção germânica não teve piedade, aplicando 7 a 1 em Curaçao e vencendo por 2 a 1 a Costa do Marfim, mostrando que a defesa pode ser opcional quando o ataque está inspirado. Do outro lado do espectro, a Escócia vive um pesadelo no Grupo C: após vencer o Haiti, perdeu para o Marrocos e foi atropelada pelo Brasil por 3 a 0 em Miami, vendo suas chances de sobrevivência evaporarem sob o calor da Flórida.
Com a fase de grupos só terminando no dia 28 de junho — e não antes, como alguns apressados gostariam —, a tabela das oitavas de final começa a ganhar forma com confrontos que misturam gigantes e zagueiros desesperados. O MetLife Stadium, em Nova Jersey, já se prepara para receber a grande final em 19 de julho, mas antes teremos que sobreviver a uma semana inteira de jogos onde França, Holanda e Portugal tentarão provar que não são apenas nomes bonitos em camisetas caras. Se o nível técnico da fase inicial foi um aviso, as oitavas serão o verdadeiro teste de fogo para ver quem merece ficar nesse mundial inchado até o fim.
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