Brasil goleia a Escócia, lidera o Grupo C e vê Neymar voltar após 981 dias
Com dois gols de Vinícius Júnior e um de Matheus Cunha, Seleção vence por 3 a 0 em Miami, garante primeiro lugar e deixa os escoceses reféns da matemática.
Se a seleção brasileira estava devendo uma atuação à altura do seu próprio hype, finalmente quitou a dívida com juros e correção monetária em Miami. Diante de uma Escócia que cometeu erros primários na saída de bola, o Brasil aplicou um sonoro 3 a 0, garantindo a liderança do Grupo C e deixando os europeus na situação delicada de torcer para ser um dos "melhores perdedores" da competição. Vinícius Júnior, num momento de inspiração que fez esquecer as críticas pré-torneio, marcou duas vezes e provou que, quando quer, o futebol é simples.
O show de Vini e o retorno do rei
A partida começou com a pressão alta que faltou nos jogos anteriores, resultando no gol aos seis minutos após erro crasso da defesa escocesa. Vini Jr. não perdoou o vacilo de Scott McKenna, driblou Angus Gunn e abriu o placar. O segundo gol, de cabeça, veio nos acréscimos do primeiro tempo, aos 47 minutos, selando a superioridade brasileira antes mesmo do intervalo. Um terceiro gol do camisa 7 foi anulado pelo VAR por falta na origem, mas a justiça divina (ou a arbitral) compensou com o gol de Matheus Cunha aos 14 minutos da segunda etapa, fechando a conta em 3 a 0.
O momento mais teatral da noite, contudo, foi a entrada de Neymar. Após 981 dias longe da seleção devido a lesões, o camisa 10 entrou aos 30 minutos do segundo tempo sob aplausos efusivos. Embora tenha jogado apenas cerca de 20 minutos e não tenha marcado, sua presença simbólica serviu para lembrar a todos que o Brasil tem opções demais para o gosto dos adversários — e talvez até para o do técnico Carlo Ancelotti. Enquanto isso, a Escócia, comandada por Steve Clarke, viu suas esperanças de classificação dependerem de uma planilha de Excel mais complexa que a economia global.
Com sete pontos e saldo de gols favorável, o Brasil encerrou a fase de grupos invicto e agora espera o segundo colocado do Grupo F, que pode ser Holanda, Japão ou Suécia. A logística também sorriu para a delegação: ao terminar em primeiro, a equipe permanece nos Estados Unidos para a próxima fase, evitando viagens desnecessárias. Resta saber se o desempenho contra os escoceses foi um despertar definitivo ou apenas um suspiro de alívio antes dos verdadeiros testes do mata-mata.
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