Política

Lula condena ataque dos EUA à Venezuela e alerta para violação do direito internacional

Presidente brasileiro classifica ação militar como afronta à soberania e convoca emergência no Itamaraty, enquanto militares reforçam prontidão na fronteira.

0votos
/5 · 0
👁 0 💬 0
Lula condena ataque dos EUA à Venezuela e alerta para violação do direito internacional
Imagem: Presidente Lula condenou a ação de Donald Trump na Venezuela

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva repudiou oficialmente a intervenção militar dos Estados Unidos em território venezuelano, caracterizando os bombardeios e a detenção do governante local como uma ofensa severa à soberania nacional e um risco iminente à estabilidade global. Em nota divulgada na manhã desta sexta-feira, o mandatário alertou que o uso da força sem amparo legal inaugura um cenário de caos, no qual a imposição pelo poder substitui as normas multilaterais. A declaração enfatiza que a comunidade internacional deve reagir vigorosamente para preservar a América Latina como zona de paz.

Lula condena ataque dos EUA à Venezuela e alerta para violação do direito internacional
Lula condena ataque dos EUA à Venezuela e fala em violação do direito internacional — Foto: TV Globo

Mobilização militar e resposta diplomática

Diante da escalada do conflito, o governo brasileiro acionou imediatamente seus protocolos de defesa e diplomacia. O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, confirmou que duzentos militares realizam plantão na cidade de Pacaraima, em Roraima, enquanto outros dois mil permanecem de prontidão no estado, integrando um efetivo maior que atua na região amazônica. Paralelamente, Lula coordenou uma reunião de emergência no Palácio do Itamaraty por videoconferência com o chanceler Mauro Vieira, com o objetivo de mensurar a extensão do ataque americano e traçar a estratégia externa do país.

Lula condena ataque dos EUA à Venezuela e alerta para violação do direito internacional
Terremotos deixam mais de 160 mortos e destruição na Venezuela

Apesar da firmeza na condenação à invasão, a nota presidencial omitiu menções nominais a Nicolás Maduro, refletindo o distanciamento cauteloso mantido desde as eleições venezuelanas de 2024, quando o Brasil não reconheceu a vitória do líder vizinho. A ministra interina das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, assegurou que não há cidadãos brasileiros atingidos e reafirmou o compromisso com o diálogo. O país levará essa posição ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas e à reunião da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos, buscando uma solução pacífica que evite o agravamento da crise regional.

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.