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Copa 2026: Argentina de férias, Uruguai no divã e a tirania da planilha na reta final

Enquanto alguns garantiram a festa com antecedência, outros dependem de milagres matemáticos e da boa vontade alheia para não virar piada precoce.

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Copa 2026: Argentina de férias, Uruguai no divã e a tirania da planilha na reta final
Imagem: Lionel Messi, jogador da Argentina

Enquanto a Argentina trata seu duelo contra a Jordânia em Dallas como um ensaio coreográfico — já classificada e líder isolada do Grupo J —, o restante do mundo do futebol entra em estado de nervosismo agudo. No mesmo grupo, Argélia e Áustria transformaram Kansas City em um ringue de boxe: quem vencer leva a vaga direta; se empatarem, ambos avançam, graças à burocracia generosa que permite aos austríacos usar o saldo de gols como trunfo e aos argelinos se espremerem como melhores terceiros. Já a Jordânia, coitada, serve apenas de figurante luxuoso nesse drama, sem chances reais de avançar.

Copa 2026: Argentina de férias, Uruguai no divã e a tirania da planilha na reta final
Cristiano Ronaldo, atuando por Portugal na Copa do Mundo 2026

O suor frio de Bielsa e a matemática cruel

Se há alguém que gostaria de trocar de lugar com os argentinos, esse alguém atende pelo nome de Marcelo Bielsa. O técnico do Uruguai vê sua seleção depender de uma combinação de resultados digna de um roteiro de filme de terror. Em Guadalajara, a Celeste precisa vencer a poderosa Espanha, que vem de um show de Lamine Yamal, ou torcer para um empate específico em Houston entre Cabo Verde e Arábia Saudita. Enquanto isso, seleções como Bósnia, Equador e Suécia já ocupam a terceira posição em seus grupos, mas o Uruguai segue refém da calculadora, pois a vaga de melhor terceiro ainda não está matematicamente fechada para ninguém.

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A situação não é menos caótica no Grupo K, onde a Colômbia, já classificada, precisa de apenas um empate diante de Portugal em Miami para assegurar a liderança, enquanto a RD Congo tenta sobreviver em Atlanta contra o Uzbequistão, que depende de uma combinação improvável para manter o sonho vivo. Do outro lado do espectro, no Grupo E, a Alemanha já fez sua lição de casa com a liderança garantida, mas deixa Costa do Marfim, Equador e a estreante Curaçao brigando pelas migalhas: os alemães enfrentam o Equador em Nova Jersey, enquanto marfinenses e curaçauenses duelam em Filadélfia. É a prova definitiva de que, nesta Copa de 2026, a única coisa mais imprevisível que o futebol é a tabela de classificação.

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