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Canadá humilha Catar em goleada histórica na Copa, e internet explode: 'Fizeram pior que o calor'

Seleção catarense leva três gols no primeiro tempo, sofre lesão grave de adversário e vira piada nas redes; público canadense vai à loucura em Vancouver.

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Canadá humilha Catar em goleada histórica na Copa, e internet explode: 'Fizeram pior que o calor'
Imagem: Wikimedia Commons

O Canadá resolveu que, se o Catar queria tanto ser centro das atenções no futebol mundial, faria questão de dar uma lição em como se comporta em campo. Nesta quinta-feira, em Vancouver, a seleção norte-americana aplicou uma sonora goleada de três gols na equipe catarense — e ainda teve tempo de fazer a torcida local ir à delíria. Jonathan David marcou duas vezes no primeiro tempo, enquanto Cyle Larin também deixou o dele, confirmando o que as redes sociais já chamavam de "primeiro tempo desastroso" para os donos da última Copa do Mundo.

A repercussão nas redes sociais foi imediata e, como não poderia deixar de ser, devastadoramente sarcástica. Internautas não perdoaram o fato de o Catar, país que investiu mais de 200 bilhões de dólares na Copa de 2022 para se projetar globalmente, agora ser massacrado em campo por uma seleção que, até pouco tempo atrás, era vista como zebra em torneios de primeira linha. "Gastaram uma fortuna em estádios climatizados e não conseguiram climatizar o próprio time", disparou um usuário no X. Outro completou: "Pelo menos em 2022 eles podiam culpar o calor. Agora, em campo aberto, não tem mais desculpa".

A lesão que parou o jogo — e o coração dos torcedores

Mas nem tudo foi festa para os canadenses. A partida teve um momento de apreensão generalizada quando Ismaël Koné sofreu uma lesão horrível após confronto com um jogador catarense. Imagens fortes mostraram o jogador com a perna visivelmente fraturada, em cena que repercutiu de forma chocante nas redes sociais. A assessoria da seleção canadense confirmou que o atleta está fora da Copa do Mundo, deixando os fãs entre a euforia pelo resultado e a tristeza pela perda de um dos nomes do elenco.

O incidente gerou debates acalorados sobre a intensidade dos jogos de fase de grupos e, claro, provocou comentários mordazes sobre a falta de sorte catarense. "O Catar não consegue ganhar nem perdendo — conseguem se machucar tentando se machucar", ironizou um perfil de análise tática. A imprensa internacional, como a USA Today e a TSN, destacou a gravidade da lesão, enquanto veículos brasileiros como a Rádio Itatiaia e o ge advertiram leitores sobre a "imagem forte" do lance.

Das arquibancadas de Vancouver, porém, o clima foi de pura euforia. Com o retorno de Alphonso Davies à seleção — noticiado com expectativa pelo The Guardian —, os fãs canadenses pareciam determinados a fazer da Copa de 2026 uma celebração em casa. E a goleada sobre o Catar foi o combustível ideal. Vídeos viralizaram mostrando multidões em festa nas ruas da cidade canadense, com bandeiras vermelhas e brancas e gritos de "This is our house".

O técnico Jesse Marsch, em entrevista antes do jogo, havia demonstrado otimismo — talvez até demais para o gosto dos catarenses. "Bullish", como definiu o The Guardian. Pois bem: o americano cumpriu a promessa e deixou os adversários com a moral lá em Doha, capital que abriga mais de 80% da população do emirado, mas que nesta noite deve ter tido muitos cidadãos questionando se valia a pena ter apostado tanto no soft power futebolístico.

Para o Catar, a derrota representa mais um capítulo frustrante em sua trajetória de tentativa de inserção no cenário esportivo global. Depois da polêmica Copa de 2022 — marcada por denúncias de violações de direitos trabalhistas, restrições à liberdade de expressão e um histórico de punições corporais que incluem chicotadas e até lapidação —, a seleção parece destinada a viver como o time que investiu rios de petrodólares para ser lembrado, principalmente, por seus fracassos. Pelo menos nas redes sociais, o consenso é unânime: o calor do deserto, desta vez, ficou do lado de fora do gramado.

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