Moana Live-Action: Entenda a troca de dubladora e as origens históricas do nome
Com estreia marcada para julho de 2026, filme traz Bia Vasconcellos como nova voz da protagonista no Brasil e reacende debate sobre documentário de 1926 que cunhou o termo.
Revisado por Caio Lustosa · Editado por Tó Castro
A aguardada versão em live-action de Moana está prestes a conquistar as telas dos cinemas, marcando o retorno da história à cultura pop global com uma abordagem realista. Estrelado por Dwayne Johnson e pela estreante Catherine Laga'aia, o longa reconta a jornada da jovem polinésia escolhida pelo oceano para salvar seu povo de uma maldição antiga. A produção, dirigida por Thomas Kail e roteirizada por Jared Bush e Dana Ledoux Miller, promete manter a essência da animação original de 2016, enquanto expande o universo visual com efeitos modernos e a presença física dos atores.
Mudança de guarda na dublagem brasileira
No Brasil, a novidade que tem gerado conversas entre os fãs é a substituição de Any Gabrielly, voz icônica da princesa na animação e em sua sequência, por Bia Vasconcellos. A transição foi celebrada publicamente como uma "passagem de bastão" amigável nas redes sociais, onde Gabrielly exaltou o talento de sua amiga de infância. Vasconcellos, conhecida por sua trajetória no teatro musical em produções como Shrek, o Musical e por sua participação no talent show Canta Comigo Teen, assumiu o desafio de dar vida à personagem nesta nova adaptação, declarando-se honrada com a oportunidade única.
Além dos bastidores contemporâneos, o lançamento do filme revive uma curiosidade histórica pouco conhecida: a origem do título e do cenário remonta a um documentário mudo de 1926, dirigido por Robert Flaherty. Filmado em Samoas, aquele trabalho pioneiro, também chamado Moana, focava na vida cotidiana de um jovem local e é considerado o primeiro filme a receber a classificação de "documentário". Embora o historiador Bruce Posner afirme que a Disney se inspirou na obra silenciosa, especialistas apontam que o filme de Flaherty envolveu cenas encenadas e representações datadas de vestimentas, gerando críticas pós-coloniais sobre a idealização da vida na ilha, mesmo que hoje seja visto pelos locais como um registro valioso do passado.
Comentários (0)
Entre para comentar.
Seja o primeiro a comentar.