Colômbia atropela a lógica (e o RD Congo) e garante vaga na Copa com gol de lateral
Com atuação dominante e sete impedimentos sofridos, seleção colombiana vence por 1 a 0 em Guadalajara e deixa a definição da liderança para o duelo contra Portugal.
Se existe algo que a Colômbia domina melhor que o futebol é testar a sanidade dos assistentes de vídeo. Na vitória magra de 1 a 0 sobre a República Democrática do Congo, em Guadalajara, os sul-americanos carimbaram o passaporte para as oitavas de final da Copa do Mundo FIFA 2026 com uma rodada de sobra. O preço? Uma coleção obscena de sete impedimentos, um recorde que sugere que Luis Díaz e companhia estavam empenhados em bater a marca de lances anulados, e não necessariamente em criar jogadas limpas sob o comando de Néstor Lorenzo.
O gol que valeu mais que a estética
A partida foi um monólogo colombiano, interrompido apenas pelas defesas milagrosas do goleiro Lionel Mpasi-Nzau e pela linha imaginária do fora de jogo. Com 60% de posse e 20 finalizações contra sete dos africanos, a equipe ditou o ritmo desde o apito inicial. O gol saiu quando menos se esperava validade: aos 30 minutos do segundo tempo, o lateral Daniel Muñoz aproveitou um rebote para marcar seu segundo tento no mundial. Antes disso, o mesmo Muñoz já tinha tido um gol cancelado, numa prévia perfeita da frustração visual reservada aos amantes do futebol fluido.
Cumprida a tarefa burocrática de se classificar, resta aos colombianos o luxo de decidir a liderança do Grupo K contra Portugal, no próximo sábado, em Miami. Enquanto isso, a RD Congo segue com um mísero ponto e precisa vencer o Uzbequistão para sonhar com uma classificação que parece tão distante quanto a precisão das linhas de impedimento neste jogo. A estatística de 423 passes com 93% de precisão prova que a bola rodou muito; pena que, em sete ocasiões, ela estava nos pés de alguém que já havia viajado para fora do jogo.
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