Colômbia sofre, Congo resiste e Luis Díaz coleciona impedimentos: 1 a 0 com gosto de drama no México
Em Guadalajara, Los Cafeteros garantem liderança do grupo com gol tardio de Daniel Muñoz, mas precisam suar a camisa contra a retranca africana.
Se você esperava um baile colombiano digno de salsa, sinto informar: o que vimos em Guadalajara foi mais próximo de uma aula de xadrez jogada sob calor infernal. A Colômbia garantiu sua liderança no Grupo K da Copa do Mundo com uma vitória sofrida de 1 a 0 sobre a República Democrática do Congo. O único gol da partida saiu dos pés de Daniel Muñoz aos 31 minutos do segundo tempo, encerrando um primeiro ato onde os africanos provaram que não vieram ao México apenas para fazer número.
O sufoco era esperado, mas a eficiência faltou
A narrativa pré-jogo sugeriria um atropelamento, mas a realidade foi teimosa. Enquanto a Colômbia dominava a posse de bola, a defesa do Congo, liderada pelo experiente Chancel Mbemba e pelo incansável Aaron Wan-Bissaka, transformou o Estádio Akron em um muro intransponível. O técnico Néstor Lorenzo viu seus craques esbarrarem na organização defensiva dos Leopards. A estrela do Bayern Munich, Luis Díaz, teve uma noite para esquecer em termos de finalização, aparecendo constantemente em posição irregular após passes de Jefferson Lerma, Gustavo Puerta e Juan Fernando Quintero, como se estivesse tentando bater o recorde de impedimentos da competição.
O gol de Muñoz, vindo de uma jogada pela direita, foi o alívio necessário para evitar que a partida terminasse em um empate frustrante de 0 a 0. No segundo tempo, o jogo manteve a tensão com faltas pontuais e cartões amarelos para Jefferson Lerma e Charles Pickel. O Congo até criou suas chances, com Nathanaël Mbuku tendo uma finalização defendida e Mbemba cabeceando perigosamente, mas sem sucesso. A vitória mantém a Colômbia no topo da tabela, enquanto o Congo, mesmo derrotado, mostra que o ponto conquistado contra Portugal na estreia não foi sorte, mas mérito de uma equipe difícil de ser quebrada.
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