Inter tenta encerrar a novela no Beira-Rio enquanto o Athletic chora a ausência de Tavares
Com vantagem construída em Florianópolis e um adversário desfalcado, o Colorado busca a classificação sem precisar de milagres, apenas de um pouco de competência.
O Athletic Club descobriu tarde demais que jogar em casa é um detalhe importante quando a CBF exige estádios com mais de dez mil lugares. Sem opção em Minas Gerais, o time mineiro teve que alugar o Orlando Scarpelli, em Florianópolis, para receber o Internacional na ida. O resultado foi uma vitória sofrida do Colorado por 2 a 1, que agora transforma o Beira-Rio no palco de uma formalidade burocrática. Para o Esquadrão de Aço, a missão beira o suicídio coletivo: vencer por dois gols de diferença fora de casa, tudo isso sem contar com Ronaldo Tavares, que rompeu o ligamento cruzado e virou espectador luxuoso do restante da temporada.
A matemática cruel e o conforto gaúcho
Enquanto o Athletic atravessa uma seca de cinco jogos sem vitória e vê sua campanha na Série B minguar perto do Z-4, o Internacional respira, ainda que com o soro da instabilidade no braço. O time de Paulo Pezzolano chega para decidir sabendo que um simples empate carimba a passagem para as oitavas de final. A estratégia é clara: deixar o adversário se expor na ilusão da remontada e punir nas costas da defesa, onde laterais como Bernabei — que já marca mais que muito centroavante por aí — fazem a festa.
A ausência de Tavares tira a alma ofensiva do time mineiro, restando a Alex de Souza montar um quebra-cabeça com peças de reposição como Kauan Rodrigues e Max. Do outro lado, o Inter pode até poupar alguns titulares, mas a base com Alan Patrick e Borré deve entrar em campo para evitar qualquer susto desnecessário. A vaga nas oitavas vale mais R$ 3 milhões nos cofres da CBF, um trocado que o Inter precisa para salvar o ano e o Athletic usaria para tentar entender por que o futebol é tão cruel.
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