Seleção vive noite de impedimentos: VAR vira vilão e torcida explode nas redes
Endrick celebra gol que não valia, Brasil sofre com revisões demoradas e tecnologia semiautomática segue como promessa para 2026
O Brasil entrou em campo contra o Haiti e saiu com a vitória, mas não sem antes passar por aquele tipo de momento que faz torcedor arrancar os cabelos. Endrick chegou a comemorar um gol que, para sua infelicidade e da torcida, acabou sendo anulado por impedimento. A cena virou meme instantaneamente: alegria de menino de 18 anos transformada em decepção em questão de segundos, enquanto o VAR fazia seu trabalho minucioso — ou demorado, depende do ponto de vista.
A partida não foi exatamente um caso isolado. Nos últimos tempos, o futebol brasileiro tem acumulado polêmicas com marcações de impedimento que viraram dor de cabeça para jogadores, técnicos e, principalmente, para quem paga ingresso ou assinatura para ver o jogo. A tecnologia existe para acabar com erros grosseiros, mas o tempo de análise continua sendo um problema sem solução imediata.
Semiautomático no Brasil só em 2026: a espera interminável
A boa notícia é que existe luz no fim do túnel — ou no fim da linha de impedimento. O sistema semiautomático de impedimento, que já funciona na Premier League e promete reduzir drasticamente o tempo de revisão, está previsto para chegar ao Brasil apenas em 2026. Enquanto isso, o torcedor segue refém da interpretação humana e daquelas linhas traçadas com a precisão de cirurgião plástico operando com luvas de boxe.
O funcionamento é relativamente simples: câmeras específicas acompanham os jogadores em tempo real e geram alertas automáticos para o árbitro de vídeo. A má notícia? A implementação no futebol brasileiro ainda depende de investimentos em infraestrutura, algo que historicamente anda na velocidade de zagueiro cansado nos acréscimos. Até lá, preparem-se para mais noites de "estão tentando nos parar" e comemorações interrompidas pelo VAR que demora mais que fila de INSS.
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