Revolta nas redes: público detona Banco Master após prisão de dono e escândalo envolvendo aliado de Lula
Internautas reagem com indignação à queda da instituição paulistana, enquanto políticos tentam se distanciar de investigação policial.
A internet brasileira virou terreno de revolta nesta terça-feira após a notícia bombástica da liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada oficialmente em 18 de novembro de 2025. A prisão de Daniel Bueno Vorcaro, proprietário da instituição financeira com sede em São Paulo, acusado de lavagem de dinheiro na Operação Compliance Zero, detonou uma onda de indignação virtual que não dá trégua.
Usuários de todas as plataformas digitais — do X ao Instagram, passando por grupos de WhatsApp — mobilizaram-se para cobrar explicações sobre o colapso de um banco que, até poucos meses atrás, ostentava ratings favoráveis e patrimônio líquido de 4,2 bilhões de reais. A ironia não passou despercebida: em outubro de 2024, a Fitch Ratings havia elevado a classificação da instituição, gerando perplexidade agora diante do cenário de desmonte total.
Políticos na mira: Jaques Wagner nega envolvimento, mas internet não perdoa
O foco das redes, contudo, rapidamente migrou do executivo financeiro para o terreno político. A Folha de S.Paulo revelou que o senador Jaques Wagner, aliado histórico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, negou ter recebido repasses do Banco Master, embora tenha admitido que o empresário Augusto Lima teria intermediado a compra de um imóvel. A declaração, longe de aplacar os ânimos, funcionou como gasolina no incêndio digital.
De acordo com reportagem da Bloomberg, citada amplamente por internautas, o parlamentar petista teria sido beneficiado com apartamento e ingressos em suposto esquema fraudulento vinculado à instituição financeira. A Gazeta do Povo ecoou a narrativa ao destacar que o caso Wagner funciona como "berço do escândalo", sugerindo que as ramificações da investigação podem atingir proporções ainda maiores. O site G1, por sua vez, detalhou como a Polícia Federal mapeou supostas ações do senador em favor do Banco Master.
Reuters confirmou que a investigação policial está em expansão, mirando aliados de topo do governo federal. Nas redes, a hashtag relacionada ao caso viralizou com mistura de escárnio e exigência de punição exemplar. "Outro dia era rating A, hoje é cadeia e liquidacão", resumiu um usuário com milhares de curtidas. Outros relembram a trajetória meteórica do banco: fundado em 1970 como Banco Máxima, quase faliu em 2016 após crise do crédito imobiliário, ressurgiu em 2018 com nova marca e 400 milhões em capitalização, chegou a adquirir o Will Bank em fevereiro de 2024 e aplicou 1 bilhão de reais na Oncoclínicas em maio do mesmo ano.
A velocidade da queda impressiona: de operação bilionária com mais de 10,5 milhões de clientes a liquidação em menos de sete meses.
Para os 515 funcionários que restavam em 2025, o futuro é incerto. Para os depositantes e investidores, a ansiedade é palpável. Mas é nas redes sociais que o verdadeiro tribunal popular se instala, com memes comparando o caso ao escândalo do Banco Master já consolidado como referência de falha regulatória. A pergunta que domina os comentários: quantos outros "Masters" ainda operam sob aparência de solidez?
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