Política

O 'quadrado mágico' de Lula vira impasse em SP com briga por vaga no Senado

Com Márcio França e Marina Silva mirando o Senado, a centro-esquerda paulista ensaia manobras que podem sacrificar Tebet e Haddad na tentativa de frear Tarcísio.

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O 'quadrado mágico' de Lula vira impasse em SP com briga por vaga no Senado
Imagem: Tebet Márcio França Haddad SP

O apelidado "quadrado mágico" da centro-esquerda em São Paulo, formação que prometia blindar a reeleição de Lula no maior colégio eleitoral do país, parece ter virado um quebra-cabeça com peças demais para poucas vagas. A harmonia do grupo foi comprometida quando Márcio França, líder do PSB estadual, decidiu que seu destino é o Senado, e não os bastidores. A movimentação do ex-governador, que levou o Palácio dos Bandeirantes ao segundo turno em 2022, criou um dilema onde todos querem ser titulares e ninguém aceita ficar no banco de reservas.

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A solução criativa (e arriscada) do PT

Diante da recusa de Marina Silva e do próprio França em disputar a Câmara dos Deputados, a mente fértil do PT engendrou uma saída que soa mais como sacrifício humano do que como estratégia eleitoral: colocar Simone Tebet na vice da chapa de Fernando Haddad. A lógica é que a ex-ministra do Planejamento tem o trânsito livre no agronegócio e no empresariado necessário para equilibrar a ticket. O problema é que, segundo um profundo conhecedor da dinâmica local, embora seja a melhor chapa para ajudar Lula, é uma fórmula que não serve para vencer a eleição contra o favorito Tarcísio de Freitas. Basicamente, estariam enviando dois dos nomes mais promissores para o "pós-Lula" direto para o deserto político caso a reeleição presidencial não se concretize ou não gere recompensas futuras.

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O cenário é tão tenso que há petistas torcendo para que Kim Kataguiri não desista de sua candidatura pelo partido Missão, na esperança de fragmentar a votação e evitar um confronto direto no primeiro turno que poderia eliminar Lula precocemente. Enquanto Guilherme Boulos permaneceu no ministério de Lula, atrelando seu destino ao do presidente, a dupla Geraldo Alckmin e Lula precisa fazer malabarismos para montar um time que não repita o fracasso da seleção brasileira de 2006. Se a conta não fechar, o "quadrado mágico" terminará exatamente como aquele time de craques: com uma derrota dolorosa que sela o fim de uma geração inteira de lideranças.

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