PNUD vira piada nas redes após Brasil 'muito desenvolvido' e jovens 'mais pobres do mundo': a internet não perdoa
Enquanto a ONU celebra avanços do Brasil, internautas apontam contradições com relatório que mostra juventude como principal grupo em pobreza. Será que alguém avisou ao PNUD que os memes também são indicadores de desenvolvimento?
O PNUD parece ter virado o novo personagem de tragédia grega nas redes sociais: todo mundo aplaude, mas alguém sempre grita "mas e o plot hole?". A agência da ONU anunciou recentemente que o Brasil atingiu pela primeira vez o patamar de "muito alto desenvolvimento humano", aquele status que antes era só de vizinhos chiques tipo Argentina e Chile. O governo federal, é claro, correu para creditar o feito ao Bolsa Família, como quem posta selfie na formatura e esquece que pagou mensalidade com dinheiro dos pais.
A internet pergunta: desenvolvido pra quem?
Mas aí vem a contradição que alimentou o caos digital. Quase na mesma semana, outro relatório do próprio PNUD revelou que os jovens são, globalmente, o maior grupo em situação de pobreza. A timeline não perdoou: memes de pessoas segurando diploma e carteira vazia se multiplicaram, além de comparações entre o Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil e a realidade dos primeiros empregos que pagam menos que conta de luz em São Paulo.
A repercussão ganhou fôlego extra quando veio à tona que o PNUD também está envolvido em projeto de limpeza de escombros na Faixa de Gaza — estimados em sete anos, "sob as condições certas". Tradução para a linguagem da internet: mais uma agenda da ONU que soa otimista no papel e desastrosa na prática. A parceria entre Hyundai e PNUD para sustentabilidade, por sua vez, foi recebida com o cinismo de quem já viu corporação usar ESG como maquiagem em relatório anual.
O administrador Achim Steiner, aquele diplomata germano-brasileiro que ocupa o terceiro cargo mais alto da ONU, provavelmente não esperava que sua gestão fosse tão debatida em threads de Twitter quanto em assembleias. Mas é isso: no século XXI, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento descobriu que erradicar a pobreza é difícil, mas explicar por que ela persiste enquanto o IDH sobe é missão para comunicador de crise. E, pelo visto, nem todo o orçamento de Nova York compra uma resposta convincente para o TikTok.
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