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PNUD em ação: do Brasil histórico à reconstrução de Gaza, veja os bastidores da ONU que você não conhecia

Agência da ONU completa seis décadas promovendo desenvolvimento global, com destaque para avanço inédito do Brasil e crises que mobilizam o mundo.

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PNUD em ação: do Brasil histórico à reconstrução de Gaza, veja os bastidores da ONU que você não conhecia
Imagem: Wikimedia Commons

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), fundado em 1965 e com sede em Nova York, permanece como um dos braços mais ativos da Organização das Nações Unidas na promoção do desenvolvimento sustentável e na erradicação da pobreza. Sob o comando do administrador Achim Steiner, diplomata germano-brasileiro no cargo desde 2017, a agência atua em mais de 170 países e territórios, posicionando-se como elo fundamental entre governos, sociedade civil e setor privado.

Brasil alcança patamar inédito e PNUD reforça alertas globais

Entre as marcas recentes do programa está o reconhecimento ao Brasil, que pela primeira vez alcançou o patamar de muito alto desenvolvimento humano no Índice de Desenvolvimento Humano elaborado pelo próprio PNUD. O avanço, amplamente atribuído ao impacto do Bolsa Família, coloca o país em posição histórica no indicador que mede saúde, educação e renda. Paralelamente, o PNUD lançou luz sobre a igualdade de gênero como aceleradora da economia global, enquanto um relatório da ONU apontou os jovens como o maior grupo em situação de pobreza no mundo.

A atuação do PNUD estende-se a cenários de crise. Na Faixa de Gaza, a agência avaliou que a remoção da maioria dos escombros é viável em sete anos, desde que condições adequadas sejam estabelecidas. Já em Cabo Delgado, no norte de Moçambique, o programa integra esforços de reconstrução após conflitos armados. O braço financeiro da operação inclui ainda parcerias como a emissão de títulos verdes de 100 milhões de euros pela CAF, com apoio técnico do PNUD, e iniciativas de inovação junto à Hyundai.

Todas as ações da agência estão alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, aprovados em 2015 como sucessora dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Com mandato que o coloca como o terceiro cargo mais alto no sistema ONU, atrás apenas do secretário-geral e do vice-secretário-geral, o administrador do PNUD segue na linha de frente da articulação global para que nenhum país fique para trás.

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