PNUD: Brasil bate recorde histórico de desenvolvimento humano e agência assume protagonismo em crises globais
País atinge pela primeira vez patamar de "muito alto" desenvolvimento humano, enquanto Programa da ONU lidera ações em Gaza, igualdade de gênero e sustentabilidade ambiental
O Brasil alcançou pela primeira vez o patamar de "muito alto desenvolvimento humano", segundo avaliação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. O avanço histórico, que coloca o país no melhor nível já registrado pelo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), teve forte impacto atribuído ao programa Bolsa Família, que beneficiou milhões de famílias em situação de vulnerabilidade econômica. O marco foi celebrado tanto pelo governo federal quanto por representantes sindicais e pela própria agência internacional.
De Gaza à economia verde: a atuação global do programa
Em paralelo ao reconhecimento brasileiro, o PNUD mantém agenda intensa em cenários de crise e desenvolvimento sustentável. A agência concluiu que a remoção da maior parte dos escombros na Faixa de Gaza é viável em sete anos, desde que haja condições adequadas de segurança e acesso. O diagnóstico posiciona o programa como referência técnica em processos de reconstrução pós-conflito, ao lado de iniciativas como o financiamento de projetos de reconstrução em Cabo Delgado, no norte de Moçambique.
A expansão da atuação do programa transcende fronteiras geográficas e setoriais. Em relatório recente, o PNUD identificou os jovens como o maior grupo em situação de pobreza no mundo, enquanto outro estudo apontou a igualdade de gênero como aceleradora da economia global. Parcerias com o setor privado também ganham corpo: a CAF emitiu títulos verdes no valor de 100 milhões de euros com apoio da agência, e a montadora Hyundai firmou cooperação voltada ao futuro sustentável.
Com sede em Nova Iorque e presidido pelo diplomata germano-brasileiro Achim Steiner desde 2017, o PNUD opera em mais de 170 países. Criado em 1965, o programa herdou a missão dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e atualmente alinha todas as suas ações aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), adotados em 2015 pela Assembleia Geral das Nações Unidas.
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