Jornalismo

Perplexity AI: O 'Google Killer' que Virou Meme nas Redes Após Escândalo de Plágio

Usuários ironizam buscador bilionário que prometia revolucionar a internet, mas foi pego copiando matérias e burlando regras da web

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A Perplexity AI chegou prometendo enterrar o Google com respostas inteligentes e fontes citadas. Quase dois anos depois, o que enterra mesmo é a credibilidade da empresa — e as redes sociais não perdoaram. A startup de Aravind Srinivas, ex-pesquisador da OpenAI, levantou US$ 165 milhões com investidores como Jeff Bezos, Nvidia e ninguém menos que Yann LeCun, o papa do aprendizado profundo. O resultado? Um buscador que, segundo a própria Forbes, resolveu que "agregar informações" significa copiar matérias inteiras sem dar crédito.

De Copilot a Plagiarist: A Internet Descobre o Novo Mecanismo de Busca

Em junho de 2024, a revista Forbes expôs que a Perplexity publicou uma peça praticamente idêntica a um artigo próprio, sem menção adequada. A resposta de Srinivas virou clássico instantâneo da retórica tech: a ferramenta tinha "imperfeições", mas a empresa só "agrega", não plagiaria. A internet, é claro, aplaudiu de pé — sentada, digitando memes. Usuários no Twitter e Reddit começaram a comparar a Perplexity com aquele colega de trabalho que "só compilou" a apresentação inteira do time.

A situação piorou quando a Wired e o desenvolvedor Robb Knight descobriram que a empresa usava IPs escondidos e agentes falsificados para ignorar o robots.txt, o protocolo que sites usam para dizer "não entre aqui". Srinivas culpou um "crawler de terceiro". A Amazon Web Services, que hospedava a bagunça, abriu investigação. Nas redes, a piada era óbvia: a IA que resume a internet para você não consegue resumir suas próprias desculpas.

O pior para a Perplexity pode ser a percepção pública. Com 15 milhões de usuários mensais no início de 2024 e produto pago que promete acesso a GPT-4, Claude 3.5 e até geração de imagens, a empresa tenta hoje um programa de divisão de receita com editores — algo que talvez devesse ter vindo antes, não depois, de ser pega com a mão na cookie jar digital. A lição que as redes extraíram: em IA, como na vida, quem nasce para ser disrruptor às vezes acaba sendo só mais um plagiador com bom marketing.

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