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Máxima Corretora: a origem do maior escândalo financeiro do Brasil que enganou até a Fitch

Redes sociais resgatam história da antiga corretora e ironizam: 'De títulos e valores mobiliários a CDBs de mentira, que evolução!'

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A internet brasileira, sempre ágil para transformar tragédia em piada, já resgatou a Máxima Corretora de Títulos e Valores Mobiliários como o novo símbolo do fake it till you make it tupiniquim. Fundada em 1974, a corretora que ganhou aprovação do Banco Central do Brasil em 1990 para virar Banco Máxima viu sua trajetória de meio século desmoronar em novembro de 2025, quando o próprio BC decretou a liquidação extrajudicial do rebranded Banco Master. O motivo? Uma fraude de 12 bilhões de reais envolvendo carteiras de crédito e fundos falsos, sem lastro algum.

De 'títulos e valores mobiliários' a 'CDBs irreais': a ironia que viralizou

O público nas redes não perdoou a contradição histórica. Comentaristas apontam com deboche que uma instituição nascida para negociar títulos e valores mobiliários terminou inventando ativos que não existiam. A Fitch Ratings, que em outubro de 2024 elevou o rating nacional do banco para A-(bra) com perspectiva estável, virou alvo de memes: "Até agência de classificação de risco caiu no conto do banqueiro", ironizou um usuário. Outro completou: "A Fitch deu nota A- pro Master, eu dei nota F pra Fitch."

A prisão de Daniel Bueno Vorcaro, presidente e proprietário, na Operação Compliance Zero, alimentou ainda mais a indignação digital. Investidores que tinham seus poupancinha no Will Bank — o banco digital nordestino comprado pelo Master em fevereiro de 2024 e também liquidado em janeiro de 2026 — formaram grupos de desabafo nas redes. A promessa de expansão para 10,5 milhões de clientes virou, em poucos meses, a promessa de explicações que nunca vieram.

A lição que circula pelos timelines, entre risos amargos e xingamentos sinceros: quando o nome da empresa já anuncia "máxima" rentabilidade, talvez seja hora de suspeitar da matemática. Especialmente se os ativos cresceram 2.123% sob o comando de um só homem. O mercado financeiro brasileiro, aparentemente, demorou para entender a piada.

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