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Máxima Corretora: a avó do Banco Master que sobreviveu para ver o neto virar notícia de polícia

Nas redes, internautas relembram que o colapso da instituição começou bem antes do nome chique e do dono preso

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Enquanto Daniel Bueno Vorcaro curtia a companhia da Polícia Federal em novembro de 2025, a internet brasileira fazia o que sabe de melhor: cavar o passado para encontrar ironias. E não decepcionou. O colapso do Banco Master — aquele que ostentava ratings da Fitch Ratings e patrimônio líquido de 4,2 bilhões de reais no auge — remontava, segundo os mais atentos, a uma humilde corretora nascida nos anos 70.

De corretora a cartola: a trajetória que o Twitter não perdoou

A Máxima Corretora de Títulos e Valores Mobiliários surgiu em 1974, década em que o Brasil descobria que inflação era coisa séria. Em 1990, com a bênção do Banco Central do Brasil, virou Banco Máxima — e quase foi de arrasta para cima em 2016, quando uma crise de inadimplência no crédito imobiliário quase enterrou a instituição. Nas redes, usuários relembravam essa epopeia com o carinho de quem assiste filme de desastre pela segunda vez. "O banco já tinha quase falido antes, deram 400 milhões pra salvar e acharam que ia dar certo?", resumia um comentarista em thread viral.

A mudança de nome em 2018, com aportes de 400 milhões e a chegada de Vorcaro, foi celebrada na época como renascimento. Hoje, serve de piada pronta. Internautas apontavam o crescimento meteórico dos ativos — 2.123%, segundo relatos — como sinal óbvio de que algo podia estar… digamos, otimizado. A compra do Will Bank em 2024, com sua carteira de 6 milhões de clientes no Nordeste, era exibida como prova de visão estratégica. Resultado: o Will Bank também foi liquidado em janeiro de 2026, arrastando 12 milhões de clientes ao fundo do poço.

O esquema desmontado pela PF — CDBs sem lastro, carteiras de crédito fictícias, tudo para maquiar liquidez — rendeu comparações com casos clássicos da malandragem financeira.

"Fitch deu nota A- em 2024, o BC decretou liquidação em 2025. Quem precisa de comédia quando tem rating de risco?"
, brincava um economista amador no LinkedIn, plataforma onde o próprio Banco Master costumava postar suas conquistas. A lição, segundo a galera da internet: quando a história começa com corretora de títulos e termina com fraude de 12 bilhões, talvez o problema não seja o nome, mas o caráter de quem o escolhe.

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