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Estudante de 21 anos morre em queda de 40 metros durante rope jump em SP após instrutores esquecerem corda de segurança

Maria Eduarda Rodrigues foi lançada da Ponte do Esqueleto em Limeira sem estar conectada a equipamento de proteção; três instrutores foram presos em flagrante e prisão convertida em preventiva

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Estudante de 21 anos morre em queda de 40 metros durante rope jump em SP após instrutores esquecerem corda de segurança
Imagem: Wikimedia Commons

Uma tragédia evitável marcou a manhã de 13 de junho de 2026 no interior paulista. A estudante de educação física Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, perdeu a vida ao ser arremessada de uma altura de cerca de 40 metros na Ponte do Esqueleto, em Limeira, sem qualquer conexão ao sistema de cordas que deveria garantir sua segurança. O lapso fatal dos instrutores converteu uma atividade de aventura em um caso de morte violenta, agora sob investigação da Polícia Civil. Natural de Jandira, a jovem — conhecida como Duda Rodrigues — trabalhava em uma academia de sua cidade e havia se deslocado até Limeira especificamente para vivenciar a experiência do rope jump, modalidade na qual o praticante é impulsionado de um ponto elevado e posteriormente amortecido por cordas elásticas.

Testemunhas presentes ao local relataram que Maria Eduarda solicitou ser lançada no chamado "estilo avião", formato de salto em que a pessoa é erguida à altura da cabeça dos instrutores, com os braços abertos, antes de ser projetada para a queda. O que deveria ter sido um momento de lazer terminou em tragédia quando os funcionários das marcas Entre Cordas e Ih Voei a impulsionaram sem que estivesse presa a qualquer corda. Uma enfermeira que prestou os primeiros socorros informou que a vítima portava um equipamento de segurança fixado ao abdômen, porém sem qualquer corda a ele vinculada. A jovem também carregava uma câmera presa ao pulso, objeto que os peritos posteriormente não conseguiram localizar. Diversas testemunhas, incluindo crianças, registraram a cena em vídeos de diferentes ângulos, mas a ausência da corda de segurança só foi percebida após o corpo atingir o solo.

Erro crasso e tentativa de fuga marcam tragédia na Ponte do Esqueleto

A reação dos instrutores após o acidente chamou atenção dos presentes. Segundo relatos, os responsáveis permaneceram imóveis ao constatar o lançamento sem corda e, em seguida, tentaram evadir-se do local, ocultando-se em uma área de mata nos arredores da ponte. Foram localizados e capturados pela Polícia Militar. Seis pessoas foram conduzidas ao 2° Distrito Policial de Limeira, das quais três homens foram detidos em flagrante — entre eles, um bombeiro civil. Um quarto instrutor encontrava-se no local, mas não participou diretamente do arremesso. Após audiência de custódia, a Justiça converteu as prisões em preventivas. O caso foi registrado na 3ª DP de Limeira como homicídio com dolo eventual, classificação jurídica em que a pena se aproxima daquela prevista para o homicídio doloso, caracterizado pela intenção de matar.

A delegada Andrea Dantas, responsável pelas investigações, afirmou que os instrutores não seguiram o procedimento obrigatório de verificar a fixação da corda antes de lançar a vítima. Ela classificou a Ponte do Esqueleto como palco de múltiplas tragédias e revelou que as marcas Entre Cordas e Ih Voei operavam havia cerca de um ano em diversos destinos dos estados de São Paulo e Minas Gerais, sem possuírem qualquer tipo de regulamentação ou autorização para realizar tais atividades no local. Após o interrogatório dos suspeitos no domingo seguinte ao ocorrido, a Polícia constatou que Maria Eduarda deveria estar conectada a pelo menos duas cordas no momento do salto, mas não estava presa a nenhuma. Testemunhas afirmaram que em saltos anteriores a corda havia sido checada, mas, especificamente no lançamento da jovem, os instrutores omitiram essa inspeção.

Detalhes adicionais tornam o caso ainda mais inquietante. Enquanto outros clientes ainda permaneciam na ponte após o acidente, as páginas da empresa Entre Cordas foram removidas das redes sociais e um grupo de WhatsApp criado para reunir informações sobre a atividade foi bloqueado. O episódio reacendeu debates sobre a fiscalização de práticas de esporte de aventura no Brasil e sobre a necessidade de regulamentação mais rigorosa para evitar que lazer se transforme em fatalidade. Maria Eduarda foi sepultada em cerimônia realizada em sua cidade natal, enquanto as investigações seguem em curso para apurar todas as circunstâncias que levaram à sua morte.

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