Endrick conquista o coração dos brasileiros: de garoto-prodígio a esperança da Seleção na Copa do Mundo
Figurinhas especiais ao lado de Neymar, apoio público de Ronaldo Nazário e a decisão de Carlo Ancelotti de deixá-lo no banco geraram intensa movimentação nas redes sociais
Revisado por Henrique Salles · Editado por Vinícius Castro
O nome de Endrick tem estado presente em quase toda conversa sobre futebol nas últimas semanas. Aos 19 anos, o jovem atacante que veio ao mundo em Taguatinga, no Distrito Federal, e passou a infância em Valparaíso de Goiás, despertou uma forte comoção entre os torcedores da Seleção Brasileira. O que era apenas mais uma competição internacional acabou se transformando no cenário ideal para que o garoto-prodígio mostrasse seu talento — mesmo enfrentando obstáculos como a reserva no banco.
A paixão dos brasileiros por Endrick chama a atenção pela intensidade. Nas plataformas digitais, a cada partida, os fãs fazem questão de exaltar a velocidade, a ousadia e a irreverência do atacante, atributos que lembram grandes nomes do passado. E não são apenas os torcedores comuns que se encantam pelo jovem: Ronaldo Nazário manifestou publicamente seu apoio ao atleta. Após o empate do Brasil na estreia da Copa do Mundo, o ex-centroavante declarou de forma objetiva que o garoto tem condições de assumir responsabilidades, validando o sentimento de uma nação que acompanha o menino pelas telas dos celulares.
Figurinhas raras e a febre colecionável que tomou conta do país
Fora dos gramados, outra onda de entusiasmo contagiou os fãs. A Panini, tradicional marca de cromos esportivos, anunciou figurinhas especiais reunindo Endrick e Neymar para o álbum da Copa. A novidade, divulgada por veículos como CNN Brasil, Terra e ge, causou grande movimentação entre colecionadores. Imagens das cartelas circularam nas redes sociais, com internautas buscando a cobiçada figurinha dupla. Para uma geração que cresceu colando cromos, ver Endrick ao lado de Neymar representa uma passagem de bastão simbólica, eternizando em papel laminado o presente e o futuro do futebol brasileiro.
Nem toda a repercussão, porém, foi feita de elogios. A decisão de Carlo Ancelotti em deixar Endrick no banco de reservas durante a estreia da Copa do Mundo provocou uma enxurrada de comentários. O treinador enviou uma mensagem direta e sem rodeios ao justificar a escolha, noticiada pelo site heavy.com, o que alimentou ainda mais as discussões. Tópicos de indignação e análises táticas invadiram o Twitter e o Instagram, mostrando como cada escalação se transforma em um evento de grande interesse popular.
A trajetória do garoto até aqui já renderia um filme. Aos quatro anos, dava os primeiros toques numa escolinha de futebol. Aos dez, ingressava nas categorias de base do Palmeiras, onde permaneceu por cinco anos e anotou 161 gols em 188 jogos. Aos quinze, erguia a taça da Copa São Paulo de Futebol Júnior. A venda milionária para o Real Madrid, com contrato válido a partir dos 18 anos, confirmou sua condição de joia rara. O empréstimo ao Lyon, da França, em dezembro de 2025, ocorreu após poucas oportunidades no início da temporada 2025-26.
Hoje, defendendo a camisa 9 do clube francês e acumulando convocações pela Seleção principal, Endrick carrega a esperança de uma nação ávida por novos ídolos. O primeiro gol pela Amarelinha, em Wembley contra a Inglaterra em março de 2024, já faz parte da memória afetiva dos torcedores. O que as redes sociais revelam vai além de números: um público genuinamente emocionado ao ver um jovem de origem humilde, cujos pais são Douglas Ramos e Cíntia e que tem dois irmãos mais novos, Noah e Lavínia, realizar um sonho coletivo. Enquanto houver campo para correr, Endrick terá milhões de brasileiros acompanhando cada lance, prontos para vibrar e acreditar.
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