Deputado do RJ virou 'laranja' do crime? Rede explode após operação que liga político ao Terceiro Comando Puro
Val Ceasa alega perseguição, mas MP aponta R$ 13 milhões movimentados contra patrimônio declarado de R$ 1 milhão. Internautas não perdoam: 'político de estimação do TCP'.
Enquanto o brasileiro comum precisa justificar até troco de pinga para o banco, o deputado estadual Val Ceasa conseguiu o feito mágico de movimentar R$ 13 milhões com um patrimônio declarado de meros R$ 1 milhão. A operação que mirou o parlamentar na Alerj por suposta ligação com o Terceiro Comando Puro (TCP) não pegou apenas o político: pegou também a paciência de quem acompanha as notícias nas redes.
A internet, é claro, não perdoou. Nos comentários, o clássico "sou inocente, estão me perseguindo" virou piada antes mesmo de secar na boca do deputado. Afinal, qualquer cidadão lambda com essa discrepância na conta já estaria explicando a vida numa sala fria da Receita Federal. Mas Ceasa insiste que é vítima de armação política. Coincidência ou não, a sigla TCP parece ter encontrado em certos círculos políticos o que não encontra em hierarquia: gente disposta a fazer vista grossa.
A fachada religiosa e a realidade das ruas
O TCP não é novidade no cardápio do crime nacional. Surgido em 2002 do racha com o antigo Terceiro Comando, a facção se espalhou pelo Brasil como franquia de fast-food de violência, presente do Ceará ao Rio Grande do Sul. Curiosamente, adotou símbolos de Israel — bandeiras e estrelas de Davi em muros de favelas — numa mistura bizarra que especialistas chamam de narcopentecostalismo. A ironia é que, enquanto ostenta símbolos sagrados, a facção acumula acusações de assassinatos, tráfico e agora, pelo jeito, até de "assessoria parlamentar".
A decentralização do TCP, onde cada "dono" de comunidade manda no seu quintal sem responder a cúpula, parece ter sido exportada para a política. O modus operandi é familiar: negação plena, acusação de perseguição e, se necessário, um advogado caro para lembrar que todo mundo é inocente até prova em contrário. Só que, desta vez, o público nas redes já sentenciou. Para muitos, a pergunta não é se havia ligação, mas quantos outros "Ceasas" ainda circulam pelos corredores do poder com tornozeleira moral invisível.
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