Jornalismo

De 'Tigresa dos Algoritmos' a suspeita de ligação com o PCC: a internet explode com a queda de Virginia Fonseca

Revelações sobre supostos vínculos da empresa da influencer com facção criminosa viram meme, indignação e piadas de mau gosto nas redes sociais

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De 'Tigresa dos Algoritmos' a suspeita de ligação com o PCC: a internet explode com a queda de Virginia Fonseca
Imagem: Wikimedia Commons

Quem diria que a "Tigresa dos Algoritmos" acabaria na boca do povo por motivos tão pouco instagramáveis. Virginia Fonseca, a influencer que construiu um império digital vendendo glamour e vida perfeita, viu a internet virar panela de pressão quando veio à tona que sua empresa, a Wepink, teria ligações com o PCC — sim, aquele mesmo, o Primeiro Comando da Capital, e não qualquer sigla de faculdade comunitária de Oregon que apareceu de penetra nas buscas por "PCC".

A informação, revelada pela revista que a Agência Pública e a Rádio Itatiaia trouxeram à baila, aponta que um dos sócios da Wepink já teve empresa investigada por envolvimento com a facção, e que a própria marca de Virginia teria supostos vínculos com o tal "Japa do PCC". Só faltava o Pix de milhões — que, convenhamos, já estava na pauta da Polícia Federal por "transações atípicas", segundo o O Globo.

A internet não perdoa: de choque a deboche

As redes sociais, é claro, fizeram o que sabem de melhor: transformar escândalo em entretenimento. Nos comentários, o clássico "não é possível que a Virginia sabia" brigava com o cínico "e o sócio, ela não conhecia?". Memes proliferaram como produtos de dropship: montagens da Wepink com logo de facção, piadas sobre "frete grátis para o Complexo", especulações se o rosa da marca era só estética ou também código. O público, habituado a devorar influencers em ritmo industrial, alternava entre o espanto performático e a satisfação mórbida de ver mais uma deusa digital despencar do pedestal.

O que fica é o gosto amargo da hipocrasia bem temperada. Virginia, que vendia sonhos de consumo para milhões de seguidores, agora navega em águas que a imprensa já associou ao crime organizado. A PF investiga, a internet julga, e nós, meros espectadores, ficamos aqui perguntando: será que o algoritmo finalmente engoliu a própria tigresa?

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