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CNH de graça para caminhão e ônibus? Rede explode com polêmica do Mais Motoristas

Programa do Sest Senat promete qualificação profissional sem custo, mas dividiu opiniões nas redes entre quem comemora e quem desconfia da fila.

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CNH de graça para caminhão e ônibus? Rede explode com polêmica do Mais Motoristas
Imagem: Wikimedia Commons

O brasileiro adora uma promoção. Mas quando a promoção é do governo — ou algo que parece ser —, a desconfiança bate antes mesmo da euforia. Foi exatamente isso que aconteceu nas últimas horas com o Mais Motoristas, programa do Sest Senat que promete tirar a carteira de caminhão e ônibus sem tirar um centavo do bolso. O volume de buscas explodiu e, claro, as redes sociais já viram piquenique de opiniões.

A proposta, em tese, é das boas: qualificar motoristas profissionais num momento em que o Brasil enfrenta uma crise de falta de mão de obra no setor de transportes. A CNH de graça seria a porta de entrada para quem quer deixar o carro popular e encarar a estrada de verdade. Só que, como toda política pública que envolve "cadastro", "edital" e "vagas limitadas", a internet já se dividiu entre os otimistas de plantão e os céticos de sempre.

A fila virtual já começou — e o meme também

Nas redes, a reação foi um misto de comemoração e deboche elegante. Enquanto uns compartilhavam os links do edital como se fosse sorteio de iPhone, outros já previam a clássica burocracia brasileira: "Vai ter prova, vai ter fila, vai ter site fora do ar às 8h01". A experiência traumática com programas similares em outros setores deixou o público com o pé atrás. Ninguém quer passar por 47 etapas para descobrir que as vagas acabaram no primeiro minuto.

O Correio Braziliense chegou a questionar a raiz do problema: por que faltam motoristas profissionais no Brasil? A resposta, aparentemente, não está só na falta de interesse, mas na dificuldade de acesso à qualificação. O Mais Motoristas surge como uma tentativa de tapar esse buraco — e gerar conteúdo para grupos de WhatsApp no processo.

O que resta agora é torcer para que o programa não vire mais uma promessa que morre na praia da burocracia. Ou, quem sabe, para que o Sest Senat tenha investido em servidores melhores do que os do Enem. A internet agradece.

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