Cinema de ação vive nova era: de Stallone a Chow Yun-Fat, o gênero que conquistou e divide Hollywood completa décadas de evolução
Entre explosões, debates acadêmicos e heróis improváveis, o filme de ação se reinventa sem perder sua essência visceral
O cinema de ação carrega em seu DNA a poeira das décadas passadas e o fulgor das novas tecnologias. Foi nos anos 1980 que o termo se cristalizou como gênero próprio, com Sylvester Stallone pendurado em arranha-céus e Arnold Schwarzenegger erguendo armas impossíveis. Títulos como Rambo III e Duro de Matar definiram uma era em que a masculinidade heróica se manifestava através de perseguições, tiroteios e explosões coreografadas.
O eterno debate: espetáculo versus narrativa
Desde a década de 1980, acadêmicos como David Bordwell criticam o gênero por favorecer o espetáculo em detrimento de narrativas bem construídas, chegando a chamá-lo de "emblema do que Hollywood faz de pior". Por outro lado, estudiosos como Geoff King e Harvey O'Brien defendem que a ação pode ser veículo de storytelling, não necessariamente seu oposto. O'Brien propõe ainda que filmes como Caçadores da Arca Perdida e Duro de Matar, apesar de ambos blockbusters, possuem identidades distintas — o chicote de Indiana Jones não conversa com a pistola automática de John McClane.
A influência do cinema de Hong Kong transformou o gênero na era pós-clássica, introduzindo coreografias mais graciosas e um novo tipo de herói. A BBC chegou a elevar Chow Yun-Fat acima de Tom Cruise e Schwarzenegger como o maior astro de ação do cinema, reconhecimento que sinaliza mudanças na percepção global sobre quem personifica o herói de ação. Hoje, plataformas como Paramount+ mantêm vivos esses legados com catálogos dedicados ao adrenalino puro.
As inovações tecnológicas redefinem como essas histórias são capturadas. A GoPro lançou recentemente a linha MISSION 1 Action Cinema Cameras, equipada com sensor de 50 megapixels e capacidade de filmar em 8K — ferramentas que prometem aproximar ainda mais o espectador da ação visceral. Entre homenagens ao passado, como as inspirações extraídas de clássicos de John Wayne, e o olhar para o futuro, o gênero prova que ainda tem fôlego para muitas sequências de perseguição.
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