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Bangladesh vira filial do Maracanã: jornalistas vestem amarelinha e o país se divide em 'guerra' de bandeiras

Enquanto a seleção local nunca se classificou, apresentadores de TV e multidões no sul da Ásia transformam ruas em carnaval verde-e-amarelo, dividindo a nação em uma rivalidade feroz entre Brasil e Argentina.

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Bangladesh vira filial do Maracanã: jornalistas vestem amarelinha e o país se divide em 'guerra' de bandeiras
Imagem: Jornalistas de Bangladesh

Parece piada de mau gosto, mas é a mais pura realidade: a mais de 15 mil quilômetros de distância, jornalistas de Bangladesh decidiram que sua pátria é o Brasil. Em plena cobertura da Copa do Mundo de 2026, âncoras da emissora Somoy TV abandonaram a sobriedade habitual para apresentar noticiários locais vestindo a nossa icônica amarelinha. A cena mostrou profissionais cobrindo fatos de Bangladesh e do mundo trajando o uniforme canarinho antes da partida contra o Haiti. O deboche da situação reside no fato de que, enquanto isso, a seleção de futebol local disputa as eliminatórias asiáticas desde 1986 sem nunca ter conseguido um passaporte para o torneio.

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Bangladeshiano corta o cabelo igual ao do Ronaldo Fenômeno na Copa de 2002

Uma divisão cultural entre Pelé e Maradona

A loucura não se restringe aos estúdios climatizados; ela tomou as ruas de um país onde o críquete deveria ser rei. Multidões de mais de 170 milhões de habitantes transformam cidades como Dinajpur e Sirajganj em extensões do Rio de Janeiro, com bandeiras, murais e até motociatas com buzinas de tuk-tuk tocando versões remixadas de "Aquarela do Brasil". Segundo relatos locais, essa paixão é herança das décadas de 1970 e 1980, quando a televisão popularizou o futebol internacional. O resultado é uma nação cindida ao meio: metade da população venera o estilo ofensivo brasileiro, inspirado por lendas como Pelé, Zico e Neymar; a outra metade segue cegamente a Argentina, devota a Diego Maradona e Lionel Messi.

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Copa do Mundo 2026

A rivalidade é tão acirrada que gera "brigas" amistosas e competições para ver quem ergue a bandeira maior, como o estandarte verde-e-amarelo criado em Narsing para superar uma faixa argentina de 600 metros. Jovens como Joyant Sheikhar Gupta Joy e organizadores como Belal Hossain garantem que a torcida em Bangladesh é mais fanática que a própria brasileira, mesmo nunca tendo pisado em solo nacional. Enquanto isso, a seleção bengali assiste de camarote, pois seu esporte reina apenas no críquete, deixando o futebol como um espetáculo importado onde eles torcem com mais fervor do que os donos da bola.

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