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Brasil bate recorde no IDH e internet explode: 'É o Bolsa Família ou o PNUD sumiu com a pobreza?'

Redes sociais debatem mérito do programa social versus métricas da ONU, enquanto jovens reclamam: 'Se estamos no topo, por que ainda somos os mais pobres do planeta?'

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Brasil bate recorde no IDH e internet explode: 'É o Bolsa Família ou o PNUD sumiu com a pobreza?'
Imagem: Wikimedia Commons

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento resolveu dar uma de bombeiro e apagar incêndios com confete. Enquanto o Brasil comemora seu primeiro ingresso no clube seleto do "muito alto" desenvolvimento humano — graças ao tal do Bolsa Família —, o mesmo órgão soltou outro relatório avisando que os jovens são, pasmem, o grupo mais atingido pela pobreza no mundo inteiro. Coincidência ou estratégia de marketing pessimista, a internet não perdoou.

A matemática do desenvolvimento que ninguém entende

Nos bastidores digitais, a reação dividiu-se entre os que ergueram bandeira do governo federal e os que simplesmente perguntaram: se o IDH subiu tanto, por que o aluguel também? O PNUD, com sua sede em Nova Iorque e seu administrador Achim Steiner — diplomata germano-brasileiro que ocupa o terceiro cargo mais alto da Organização das Nações Unidas —, parece ter virado consultor de autoestima nacional. Erradicação da pobreza, redução de desigualdade, exclusão zero: promessas lindas que o brasileiro médio lê entre uma conta vencida e outra.

Enquanto isso, o PNUD se ocupa também com títulos verdes de €100 milhões junto ao CAF, escombros na Faixa de Gaza que podem limpar em sete anos — se o mundo colaborar —, e projetos de reconstrução em Cabo Delgado. Multitarefa impressionante para quem ainda precisa explicar como o Brasil entrou no topo do IDH sem que ninguém tenha sentido na pele.

A igualdade de gênero, por sua vez, virou "aceleradora da economia global". Bela frase. Só falta avisar às mulheres que ganham menos que colegas homens que a aceleração chegará por e-mail, em até 48 horas úteis. E a parceria com a Hyundai? For Tomorrow. O nome soa como promessa de call center: amanhã resolvemos. Sempre amanhã.

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