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Alemanha x Costa do Marfim: seleções se enfrentam em decisivo duelo da Copa do Mundo 2026

Confronto da rodada 2 coloca europeus contra africanos em jogo que pode definir rumos do grupo na competição.

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Alemanha x Costa do Marfim: seleções se enfrentam em decisivo duelo da Copa do Mundo 2026
Imagem: Wikimedia Commons

A Alemanha e a Costa do Marfim duelam neste sábado pela segunda rodada da Copa do Mundo da FIFA. O embate opõe duas nações com trajetórias distintas no futebol, porém ambas precisam somar pontos para se aproximarem da classificação às oitavas de final. A partida compõe a agenda do dia, que ainda traz mais três confrontos para os torcedores, com transmissões ao vivo acompanhando todas as movimentações em campo. As equipes entram com escalações definidas pelos respectivos comandantes técnicos, enquanto modelos matemáticos de prognóstico já projetam possíveis desfechos para o resultado, embora a natureza imprevisível do esporte permaneça intacta.

Desafios institucionais e corrupção marcam o cenário político do país africano

Longe dos gramados, a Costa do Marfim enfrenta entraves estruturais profundos. A corrupção representa um dos maiores obstáculos ao desenvolvimento econômico do país, com forte incidência no setor público. Segundo apurações da Transparency International, práticas como suborno, desvio de recursos, extorsão e nepotismo contaminam órgãos essenciais, incluindo alfândega, judiciário e administração de terras. O cenário se agrava pela opacidade nos processos de compras públicas, o que facilita manipulação de licitações, favorecimento na concessão de contratos e superfaturamento. A escassez de dados governamentais acessíveis faz com que organizações não governamentais, como a Social Justice, se tornem as principais fontes para documentar esses ilícitos em áreas sensíveis como agricultura e setor imobiliário.

Os escândalos atingiram níveis altos da administração pública. Em 2018, um esquema fraudulento na área de infraestrutura revelou contratos de pavimentação concedidos a empresas com propostas inflacionadas. No ano seguinte, o setor de telecomunicações repetiu o mesmo padrão, com acordos superfaturados direcionados a firmas ligadas a autoridades governamentais. Antigos ministros foram implicados em esquemas de nepotismo, má gestão e desvio de verba, incluindo Guillaume Soro (Transportes), Mamadou Sangafowa (Agricultura), Raymonde Goudou Coffie (Saúde) e Kandia Camara (Educação). Soro, inclusive, chegou a ser processado por múltiplas acusações de desvio de recursos públicos. Uma pesquisa do Banco Mundial indicou que empresários precisam oferecer presentes para obter licenças de operação, evidenciando a penetração do ilícito na burocracia civil.

No sentido de frear esses desvios, o governo criou em 2013 a Alta Autoridade para a Boa Governança (HABG). O órgão opera com autonomia financeira e jurisdição nacional, encarregando-se de investigar atos de corrupção e encaminhar os responsáveis à Justiça. A nação africana também é signatária da convenção da Union Africaine voltada à prevenção e combate a essas práticas. Contudo, segundo estudos da ISS Africa e da Wits University, a baixa taxa de condenações persiste. A eficácia das punições esbarra em recursos limitados, fragilidades institucionais e interferência política, frequentemente associada a redes de patronagem que blindam figuras influentes. Além disso, fatores culturais, como o clientelismo e o costume de oferecer presentes, dificultam a distinção entre relações sociais aceitáveis e atos ilícitos.

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