Supergirl estreia com influência brasileira e bilheteria abaixo do esperado nos EUA
Filme da DC Studios traz equipe nacional e trama espacial, mas enfrenta revisões nas projeções de receita americana.
Revisado por Caio Lustosa · Editado por Tó Castro
O universo cinematográfico da DC Studios deu mais um passo nesta semana com a chegada de Supergirl às telas, consolidando o segundo capítulo da nova fase criativa comandada por James Gunn. A obra foi lançada globalmente em 24 de junho de 2026, somando US$ 13 milhões em seu dia de estreia. Deste total, US$ 7,8 milhões originaram-se das sessões antecipadas nos Estados Unidos, enquanto os mercados internacionais contribuíram com US$ 5,2 milhões. Embora o início seja promissor, as projeções para o primeiro fim de semana doméstico foram ajustadas para aproximadamente US$ 40 milhões, ficando aquém das expectativas iniciais que previam ultrapassar a marca de US$ 50 milhões.
Conexão brasileira e jornada pelo espaço
Um dos diferenciais desta produção é a significativa presença de talentos brasileiros na sua construção. A roteirista Ana Nogueira, filha de pai brasileiro, integrou elementos culturais nacionais ao script, incluindo o conceito de "saudade" na arquitetura emocional da protagonista Kara Zor-El. Visualmente, o filme bebe da fonte da história em quadrinhos Supergirl: Mulher do Amanhã, trabalho ilustrado e colorido pelos brasileiros Bilquis Evely e Mat Lopes. No elenco, a atriz Thalissa Teixeira também reforça esse vínculo com o país. A narrativa abandona o cenário terrestre para seguir uma aventura cósmica onde a heroína, agora com 21 anos, viaja acompanhada de Krypto e encontra a jovem Ruthye Marye Knoll, iniciando uma caçada por vingança contra o mercenário Krem.
Nos bastidores, a estrela Milly Alcock, famosa por seu desempenho em A Casa do Dragão, relatou ter lidado com inseguranças ao assumir o papel, descrevendo a experiência como um aprendizado sobre aceitar o medo diante de uma vida extraordinária. A recepção crítica mostrou-se dividida: enquanto o público aprovou 77% da obra no Rotten Tomatoes, superando lançamentos recentes como The Flash, a nota dos especialistas ficou em 59%, inferior ao observado em Superman. Mesmo com avaliações heterogêneas, o filme segue em exibição com formatos premium como IMAX, estabelecendo-se como um épico de ficção científica que busca equilibrar ação espacial e conflitos pessoais.
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