Oliver Tree destina herança integral para fundação de 'Bebês Gênios' e exclui família
Assessoria confirma testamento do músico morto no Rio: patrimônio vai para entidade criada por ele, cumprindo aviso prévio de que parentes não receberiam nada.
Se há algo que Oliver Tree dominava em vida, era a arte de causar confusão; aparentemente, o talento para o caos transcendeu a barreira da morte. A assessoria do cantor finalmente rompeu o silêncio nas redes sociais para confirmar o que ele mesmo havia profetizado semanas antes: a família não verá a cor do dinheiro. Em vez de dividir o espólio com consanguíneos, o músico determinou que 100% de seus bens fossem destinados à curiosamente batizada "O Subsídio Extremamente Épico do Dr. Oliver Tree para Bebês Gênios". A nota, publicada no Instagram, afirma que a entidade já estava estruturada antes do falecimento e que cumprir essa vontade é a forma de espalhar "alegria, amor e arte", deixando os parentes de fora dessa equação financeira.
Identificação no Rio e retorno aos Estados Unidos
Enquanto o destino da fortuna gera manchetes, a parte burocrática e trágica foi resolvida pelas autoridades brasileiras. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro concluiu a identificação do corpo carbonizado através da análise da arcada dentária realizada no Instituto Médico Legal. O acidente, ocorrido no Recreio dos Bandeirantes em 14 de junho de 2026, vitimou também o piloto Alexandre Souza, o produtor Lucas Brito Chaves Frota, o diretor Lucas Vignale, o youtuber Gaspar Prim e o piloto Charles Marsillac. Com os trâmites forenses encerrados, os restos mortais de Oliver Tree Nickel, que tinha apenas 32 anos, foram repatriados para os Estados Unidos e já descansam na Califórnia.
A decisão de financiar prodígios infantis em vez de sustentar parentes pode parecer excêntrica para alguns, mas é a materialização exata do que o artista planejou. Ao declarar publicamente que não deixaria "um centavo" para a família, ele transformou seu testamento em uma extensão de sua persona pública imprevisível. Agora, cabe à fundação gerir o legado de um homem que preferiu investir em cérebros mirins a seguir a tradição das heranças familiares, provando que, mesmo sem vida, ele ainda dita as regras do jogo.
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