Jornalistas de Bangladesh vestem amarelo e país divide paixão entre Brasil e Argentina na Copa
A mais de 15 mil quilômetros de distância, estúdios de TV e ruas do país asiático celebram a Seleção, mantendo tradição cultural iniciada nos anos 1970.
A mais de 15 mil quilômetros do território nacional, a Seleção Brasileira conquistou os estúdios de televisão em Bangladesh nesta sexta-feira, 19. Profissionais da emissora Somoy TV entraram no clima da Copa do Mundo de 2026 e apresentaram seus telejornais vestindo a tradicional camisa amarela antes da partida contra o Haiti. As imagens que circularam nas redes sociais mostram âncoras na bancada e repórteres cobrindo o evento nos Estados Unidos trajando o uniforme verde e amarelo enquanto discutiam a preparação da equipe brasileira.
Tradição enraizada desde a era Pelé
O fenômeno não se restringe aos estúdios, pois a cobertura jornalística também registrou torcedores locais nas ruas vestidos com as cores do Brasil. Embora o críquete seja o esporte mais popular na nação e sua seleção de futebol nunca tenha se classificado para um Mundial, a empolgação com o evento é intensa. Segundo relatos de moradores, essa devoção tem raízes nas décadas de 1970 e 1980, quando o acesso à televisão popularizou ídolos como Pelé, Zico e Ronaldo. O estilo de jogo ofensivo da seleção inspirou gerações, transformando o apoio ao time em um legado passado entre famílias.
A cultura futebolística local é marcada por uma divisão equilibrada e apaixonada entre brasileiros e argentinos. O morador Mahabubur Rahman, de Daca, indica que o apoio está próximo de 50% para cada lado, noting que a torcida da Argentina começou na era Diego Maradona e cresceu recentemente devido ao sucesso de Lionel Messi e ao título mundial de 2022. Em cidades como Dinajpur e Sirajganj, multidões se reúnem para acompanhar os jogos, decorando bairros com bandeiras gigantes e promovendo competições amistosas para exibir o maior suporte. A rivalidade é tão acirrada que já houve registros de discussões entre amigos e grandes motociatas pelas ruas, onde buzinas de tuk-tuks anunciam a festa latina no sul da Ásia.
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