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Entenda 'The Furious': o filme de artes marciais que prioriza a ação brutal

Dirigido por Kenji Tanigaki, a produção reúne lendas do gênero em uma trama de vingança que coloca a coreografia de luta acima do roteiro.

Revisado por Caio Lustosa · Editado por Tó Castro

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Entenda 'The Furious': o filme de artes marciais que prioriza a ação brutal
Imagem: TMDB

Chegou às telas em junho de 2026 uma obra que promete redefinir o padrão das artes marciais no cinema contemporâneo. Intitulado The Furious, ou pelo seu nome original em chinês 火遮眼, o filme é uma produção de Hong Kong dirigida pelo renomado coreógrafo de ações Kenji Tanigaki. A narrativa centra-se em Wang Wei, um trabalhador comum e pai solteiro interpretado por Xie Miao, que vê sua vida virar de cabeça para baixo quando sua filha, Rainy, é raptada por uma syndicate de tráfico humano. Sem receber apoio das autoridades corruptas e sendo um personagem mudo, ele decide tomar a justiça nas próprias mãos.

Uma Aliança Improvável Contra o Crime Organizado

No caminho sangrento de vingança, Wang encontra Navin, um jornalista implacável vivido por Joe Taslim, que investiga o desaparecimento misterioso de sua própria esposa. Unidos por uma fúria compartilhada, a dupla improvável mergulha em um confronto explosivo contra os sequestradores impiedosos em uma cidade fictícia no Sudeste Asiático. Diferente de blockbusters cheios de efeitos digitais, esta produção aposta na visceralidade e no perigo real, com cenas filmadas em condições extremas, incluindo temperaturas elevadas a 47 graus Celsius em locações na Tailândia.

O grande destaque da obra reside em seu elenco estelar e na diversidade de estilos de combate apresentados. O filme reúne nomes consagrados como Yayan Ruhian, Jeeja Yanin, Brian Le e Joey Iwanaga, cada um trazendo sua expertise em disciplinas como Judô, Karatê, Taekwondo, Silat tradicional e Wushu para a tela. A coreografia, assinada por Kensuke Sonomura, é descrita como uma carta de amor à era de ouro do cinema de ação de Hong Kong, lembrando a inventividade de Jackie Chan e a intensidade bruta de Bruce Lee. Sequências memoráveis incluem uma batalha monumental em uma delegacia abandonada, que levou 18 dias para ser filmada, e combates envolvendo vidro quebrado e blocos de gelo como armas.

"É um espetáculo de ação brutal e visceral que compensa qualquer falha narrativa com coreografias de tirar o fôlego."

Embora críticos apontem que o roteiro seja simples e dependa de tropos genéricos do gênero, a execução técnica eleva The Furious a um patamar de clássico instantâneo para fãs de ação. Comparado por especialistas a The Raid 2 em termos de impacto e inovação nas lutas, o filme ficou em 3º lugar na categoria Midnight Madness do Festival de Toronto de 2025 e tem recebido aclamação por sua abordagem "old school", focada no movimento humano e na violência coreografada sem concessões.

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