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Backrooms: O Terror Viral que Quebrou Recordes e Assustou Hollywood com Apenas US$ 10 Milhões

Dirigido por Kane Parsons aos 20 anos, o filme baseado na lenda da internet se torna a maior estreia original de terror da história e a quarta maior abertura de 2026.

Revisado por Caio Lustosa · Editado por Tó Castro

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Backrooms: O Terror Viral que Quebrou Recordes e Assustou Hollywood com Apenas US$ 10 Milhões
Imagem: TMDB

O cinema de terror vive um momento histórico em 2026, impulsionado por criadores nascidos na internet que estão redefinindo o sucesso nas bilheterias. O exemplo mais recente e estrondoso é Backrooms: Um Não-Lugar, filme dirigido por Kane Parsons, que aos apenas 20 anos se tornou o cineasta mais jovem a estrear na primeira posição nos cinemas da América do Norte. Com um orçamento modesto de US$ 10 milhões, a produção da A24 arrecadou impressionantes US$ 81,4 milhões apenas em seu fim de semana de lançamento, consolidando-se como a quarta maior estreia do ano e a maior abertura de um filme de terror original de todos os tempos.

Do Fórum Online para as Telonas

A trama transporta para a tela grande a lendária creepypasta surgida em 2019 no fórum 4chan, que descreve um labirinto infinito de escritórios abandonados com papel de parede amarelo e luzes fluorescentes zumbidentes. Na adaptação cinematográfica, ambientada em 1990, o vendedor Clark, interpretado por Chiwetel Ejiofor, descobre um portal para essa dimensão surreal em sua loja. Após seu desaparecimento, a Dra. Mary Kline, vivida por Renate Reinsve, mergulha no local para resgatá-lo, enfrentando não apenas anomalias físicas, mas também seus próprios traumas psicológicos em uma narrativa que mistura horror visceral com drama emocional.

A recepção do público reflete a natureza desafiadora da obra. Enquanto críticos elogiam a atmosfera inquietante e a fidelidade ao material original criado por Parsons no YouTube, as avaliações dos espectadores são divididas quanto ao final aberto e à ambiguidade da história. Alguns espectadores compararam a experiência a obras de David Lynch, elogiando a tensão constante sem depender excessiva de sustos baratos, enquanto outros sentiram que o enredo poderia ter sido mais desenvolvido. Apesar das divergências, o filme prova que a geração Z e Alfa estão moldando o consumo cultural, transformando medos digitais sobre espaços liminares em um fenômeno global de bilhões de visualizações e agora, de centenas de milhões em bilheteria.

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